Alunos

 

 

 

“Conjuntos Habitacionais do BNH e os Condomínios do Programa MINHA CASA MINHA VIDA: compreendendo o fenômeno dos “puxadinhos” na arquitetura dos projetos de habitação popular na Cidade do Rio de Janeiro “.

Aline Da Costa Nascimento

 

Data da Defesa:30/09/20114

 

 

Orientadora: Gerônimo Emílio de Almeida Leitão

 

 

Resumo:

 

Observando alguns conjuntos habitacionais construídos na cidade do Rio de Janeiro é possível identificar facilmente intervenções realizadas pelos moradores, os chamados “puxadinhos”, causando alterações morfológicas significativas nos espaços privado e público. Esta pesquisa parte do pressuposto de que a sociedade está cada vez mais diversificada e por isso as soluções padrão não são capazes de atender e satisfazer as necessidades da maioria das famílias e isso as leva a adaptar o que lhes foi disponibilizado. A fim de tentar descobrir indicadores do que leva os moradores a modificar fizemos uma breve reflexão sobre as políticas de habitação no Brasil a partir dos anos 1930 enfatizando os períodos de atuação do BNH (Banco Nacional de Habitação) e do Programa Minha Casa Minha Vida, lançado em 2009 e já em sua segunda fase. Analisamos comparativamente projetos produzidos pela COHAB-GB (Companhia de Habitação Popular da Guanabara) para o BNH e do PMCMV na sua primeira fase localizados no Estado do Rio de Janeiro e por fim discorremos sobre as intervenções recorrentes praticadas pelos moradores em seis conjuntos consolidados na cidade do Rio de Janeiro e destacamos as mais frequentes. Para o estudo de caso selecionamos um conjunto do período de atuação do BNH e um MCMV da fase 1 nos quais após levantar as características gerais (número de unidades, número de blocos, plantas, etc) partimos para uma escala mais próxima da população através de entrevistas com os moradores e líderes comunitários, utilizando uma abordagem qualitativa a fim de formar um painel demonstrativo dos tipos de intervenções realizadas e mais frequentes, sem preocupação estatística, no entanto buscando compreender o pensamento dos moradores sobre o espaço construído, seja ele público, privado ou apodeirado e quais as suas possíveis motivações para modificar ou não as suas unidades. Reconhecendo que as intervenções no projeto original ocorrem e verificando como elas ocorrem é possível ponderar sobre como fazer projetos mais adequados ao público a que se destinam.

 

Palavras-chave: Habitação social, BNH, Minha Casa Minha Vida, “Puxadinhos”, Intervenções dos moradores

 

 

 

“O RIO DE JANEIRO A PARTIR DA CHEGADA DA CORTE PORTUGUESA: PLANOS, INTENÇÕES E INTERVENÇÕES NO SÉCULO XIX.”

Amanda Lima Dos Santos Carvalho

 

 

Data da Defesa:17/09/2014

 

 

Orientadora:Vera Lúcia Ferreira Motta Rezende

 

 

Resumo:

 

Essa pesquisa busca resgatar, sob o olhar dos planos urbanísticos, dos projetos e das transformações realizadas no Rio de Janeiro no Século XIX, a maneira de pensar a cidade a partir da chegada da Corte Portuguesa ao Brasil, investigando o quanto esse fato foi fundamental para alterá-la, posteriormente, no início do século XX. A transferência da Corte para o Brasil em 1808 trouxe novas perspectivas para o país e para a cidade do Rio de Janeiro. A colônia necessitava de um governo organizado e instituições administrativas, de escolas, estradas, bancos e fábricas. D. João VI instituiu o ensino leigo e superior, lançou a publicação do primeiro jornal, abriu os portos do Brasil para outras nações, entre outras medidas, que ajudaram a construir o império americano de Portugal. Todas as mudanças que ocorreriam na estrutura da cidade naquele período teriam como pano de fundo a sua adaptação à função de sede do Império para receber a Corte nos trópicos. Nesse processo, afastar-se das características de cidade colonial era imprescindível para o Rio de Janeiro, cujas condições chocavam os viajantes, em contraponto à bela paisagem natural. No esforço de mudar o Brasil, D. João se dedicou aos chamados “empreendimentos civilizatórios”, cuja meta era, entre outras coisas, promover as artes, cultura e refinamento na nobreza brasileira. A Missão Artística Francesa, que chegou ao país em 1816, chefiada por Joaquim Lebreton tinha como a finalidade de criar de uma academia de artes e ciências, intenção essa que não se realizou. Dedicaram-se, então, a uma série de edificações efêmeras em estilo neoclássico – obeliscos, arcos do triunfo – que tinham como objetivo afirmar a superioridade e a presença da Corte diante das camadas mais populares. A missão foi responsável, contudo, por duas propostas urbanísticas que influenciariam os planos posteriores: uma avenida monumental ligando o Campo de Santana, o Largo do Rossio e a Praça XV; e uma nova malha urbana no mangue de São Diogo – Cidade Nova, regular e simétrica, além da remodelação do Campo de Santana. O crescimento populacional e o desenvolvimento da cidade, sede da Coroa, no século XIX, traduziu-se num salto na estrutura da cidade quando comparada aos séculos anteriores. Durante esse século, foram elaborados dois planos para a cidade do Rio de Janeiro, na época que o Brasil já havia se transformado em Império, com a sua independência de Portugal: o Relatório Beaurepaire em 1843 e os Relatórios da Comissão de Melhoramentos, em 1875 e 1876. Ambos tiveram como preocupação questões de higiene, controle e indução do desenvolvimento da cidade, pavimentação, abertura e alargamento de vias, além de expressarem a síntese do pensamento urbanístico à época e vinculações com o pensamento internacional. Ao analisá-los, encontramos propostas relegadas ao campo das ideias e outras colocadas em prática nas grandes intervenções do século XX. A construção de um canal de navegação no mangue da Cidade Nova e o desmonte do Morro do Castelo são duas propostas de destaque nos dois planos, mas que só foram executadas no século seguinte. Ainda assim, esses planos alimentaram o debate sobre os problemas da cidade, sede do Império, e seu futuro e expressaram as intenções oficiais.

 

Palavras-chave: Rio de Janeiro. Planos Urbanísticos. Transferência da Corte Portuguesa. Século XIX. História Urbana.

 

 

 

 

“O Corpo e a Alma de um lugar: O Caso de Angra dos Reis-RJ “

Ana Paula De Souza Nascimento

 

Data da Defesa:24/09/2014

 

Orientadora:Andréa da Rosa Sampaio

 

Resumo:

 

Palavras-chave:

lugar, Angra dos Reis, Rio de Janeiro

 

 

 

“Jardim Ou Barro Vermelho? Usos E Desusos Em Áreas Públicas Do Conjunto Habitacional Jardim Barro Vermelho”

Carmen Guillen Y Vinas

 

Data da Defesa: 08/08/2014

 

Orientador: Gerônimo Emílio Almeida Leitão

 

 

Resumo:

 

Constituem fato recorrente, nos conjuntos habitacionais de interesse social, implementados pelo poder público no estado do Rio de Janeiro, as significativas alterações em áreas públicas projetadas, realizadas por moradores, após a sua ocupação. Observamos que, em sua maioria, as intervenções se processam através de apropriações privadas, incorporando novos usos aos espaços, distintos daqueles definidos ou previstos no projeto. Compreendemos estes procedimentos como possíveis inadequações de projeto, que contribuem para o empobrecimento do ambiente construído e, sobremaneira, prejudicam a habitabilidade das residências bem como, impedem o uso público das áreas que foram projetadas para a coletividade. As motivações e características das intervenções realizadas são o objeto deste estudo, que, a partir de um olhar crítico e reflexivo, pretende contribuir no embasamento de parâmetros e práticas projetuais, adotados nos programas habitacionais, especialmente no estado do Rio de Janeiro. Apontamos, nas considerações finais, para diretrizes de formulação de critérios e procedimentos considerados mais adequados para o desenvolvimento de novos projetos habitacionais e de ordenamento das intervenções realizadas nos conjuntos existentes. Como base para estudo de caso foi selecionado o conjunto habitacional Jardim Barro Vermelho, implantado na década de 1990 pela Companhia Estadual de Habitação do Estado do Rio de Janeiro, no município de Belford Roxo. Este conjunto é considerado um exemplo emblemático, pela sua configuração, contexto e diversidade de intervenções promovidas, tanto pelo poder público, como de forma espontânea e irregular, ocorridas em diferentes momentos, no intervalo de 20 anos desde sua primeira ocupação.

 

 

 

 

“UM LUGAR DE VIVER EM AMBIENTE VULNERÁVEL: O PROCESSO DE OCUPAÇÃO DA ILHA DOS MINEIROS NITERÓI, RJ”

Denise Santos Crespo Ferreira

 

Data da Defesa:22/0/2014

 

 

Orientador:Maria Laís Pereira da Silva

 

 

 

Resumo:

 

Esta dissertação é um estudo de caso baseado em pesquisas etnográficas de campo, realizadas recentemente pela autora no loteamento Ilha dos Mineiros e entorno. Parte-se da hipótese que a construção cultural desse lugar tem implicações na qualidade de vida da população ali residente. Aspectos de conceitos de lugar e de paisagem (natural ou cultural) foram relacionados por categorias de análise de características e propriedades na problemática da construção cultural de um lugar de viver. Nesse sentido, o objetivo geral desta dissertação é estudar a formação da “Ilha dos Mineiros” na sua transformação em “ilha cultural”. Uma imagem que se tornou presente na caracterização desse lugar e seu entorno. Para fazer esse estudo: informações e percepções do loteamento “Ilha dos Mineiros” e do seu entorno foram obtidas de diversos agentes sociais; alguns aspectos de intervenções do poder público que transformaram física e culturalmente esse lugar foram descritos; identificaram-se categorias de análise; e alguns aspectos da área ocupada em termos de lugar de viver foram analisados com base nessas informações, percepções e categorias. A partir da história da Terra (paisagem natural) e do Homem (paisagem cultural), foi verificada a questão da habitabilidade e vulnerabilidade no loteamento “Ilha dos Mineiros” (paisagem do lugar), bem como os tipos de lógica que transformaram parte da planície de restinga Goitacá ou Norte Fluminense em “ilha cultural”. Foram observadas características e propriedades de domicílios, domiciliados e entorno desse loteamento, que tornaram este num lugar de viver. Elaboraram-se duas matrizes que permitissem evidenciar padrões, convergências e divergências dos dados relevantes obtidos na pesquisa de campo. Finalmente, foram sintetizados elementos que configuram tanto a otimização das condições de vida dos residentes do loteamento “Ilha dos Mineiros” quanto as expectativas dos diversos agentes sociais para essa otimização.

Palavras-chave: ilha cultural, lugar, paisagem, vulnerabilidade, Ilha dos Mineiros –São Francisco de Itabapoana (RJ).

 

 

“A Exposição Internacional do Centenário da Independência de 1922: processo de modernização e legado para a cidade do Rio de Janeiro”

 

Fernanda De Azevedo Ribeiro

 

Data da Defesa: 24/09/2014

 

Orientadora: Vera Lucia Ferreira Motta Rezende

 

 

Resumo:

A pesquisa se orienta para a sua inserção no processo de modernização da cidade do Rio de Janeiro, entre 1822 e 1930. Busca-se esclarecer os antecedentes e razões que concorreram para a sua realização e o seu papel no processo de modernização, que ocorria através de transformações do espaço urbano, sobretudo na área central com modificações significativas na estrutura e no ambiente construído da cidade e que contribuíram para alguns aspectos da sua configuração atual. Analisa-se, ainda a produção do espaço, destacando-se a atuação do Engenheiro Carlos Sampaio na preparação da cidade para o evento. Avalia o legado da Exposição, suas consequências e identifica ao longo do tempo o desaparecimento dos vestígios e os motivos que concorreram para a permanência de alguns deles. A Exposição do Centenário da Independência de 1922 representou um marco no processo de modernização na cidade do Rio de Janeiro que ocorreu de forma mais acelerada nas primeiras décadas do século XX, especialmente a partir da Reforma Pereira Passos. Seu caráter simbólico estende-se além do fato de ter representado a primeira exposição internacional realizada no país para exibir o progresso e o seu potencial. Mais que a promoção da cidade e do país no cenário internacional, contribuiu com modificações em sua estrutura espacial, com consequências em sua imagem e paisagem, sobretudo no centro, com o desaparecimento de um importante marco físico e histórico, o morro do Castelo, como também com o desaparecimento de marcos arquitetônicos e com a criação de novas áreas de expansão para a cidade proveniente da área do morro e da área criada através do aterro.

Palavras-chave: Rio de Janeiro, Exposição Internacional do Centenário da Independência, intervenções urbanas, modernização da cidade, projetos urbanos.

 

 

 

 

 

BICICLETAS, PEDESTRES E CIDADES: UM ESTUDO SOBRE MOBILIDADE URBANA

 

JOAO FLAVIO ARAUJO FOLLY

 

Data da Defesa: 09/09/2014

 

 

Orientador:CHRISTOPHER THOMAS GAFFNEY

 

 

Resumo:

Diante de um quadro em que a mobilidade urbana se torna um dos conceitos mais centrais no pensamento das cidades, e as formas não motorizadas de locomoção se apresentam como interessante solução de sistemas de transportes, propõe-se uma abordagem para entender as necessidades e os deslocamentos de pedestres e ciclistas, e como eles se relacionam com intervenções estruturais e funcionais no espaço urbano e como podem também ser incentivados com a formulação de políticas públicas. Surge dessa questão, o conceito de caminhabilidade definido por Rattan (2012) como uma medição de qualidades de certo espaço urbano em promover o caminhar e o uso de bicicletas como alternativas para alcançar destinos comuns. Tratando-se de um tipo de ocupação pensado entorno da apropriação e aprimoramento de um sistema de transporte existente, e pensando na mobilidade urbana como o principal motivador de debates relacionados à forma urbana, esse trabalho busca entender como esta forma interfere sobre os fluxos de pedestres e ciclistas na cidade. Em diferentes escalas de abordagem, serão levantadas bibliografias que tratam do tema da caminhabilidade e do uso de bicicletas no

intuito de criar uma metodologia de análise de espaços públicos em prol dessas formas de locomoção.

 

Palavras-chave:caminhabilidade, bicicletas, pedestres, mobilidade urbana,sistemas de locomoção.

 

Modernos e Autoritários: as duas arquiteturas do poder expressas pelo Palácio da Fazenda e pelo Palácio da Educação e Saúde Pública (1934-1945)

JOSE LUIZ GRUNEWALD MIGLIEVICH LEDUC

 

Data da Defesa: 18/12/2014

 

 

Orientador: DINAH TEREZA PAPI DE GUIMARAENS

 

 

Resumo:

O estreito laço entre arte e política fica evidente quando nos aproximamos da produção tectônica do Estado. A arquitetura, que nos permite abrigar toda manifestação da arte, traduz em especial medida o simbolismo próprio do discurso político. Assim como em muitos outros contextos, na década de 1930 a arquitetura forneceu o léxico necessário ao discurso político do governo de Getúlio Vargas. Os projetos dos edifícios ministeriais então produzidos levaram à cena da antiga capital da República o embate intelectual do que herdamos concretamente duas expressões estéticas, duas imagens distintas que pertencem ao Estado Novo – que suposto monolítico. O Palácio do Ministério da Educação e Saúde Pública e o Palácio da Fazenda, concebidos enquanto eram também desenhadas as bases da nova conjuntura política do país, expressaram a linguagem progressista e por vezes contraditória de um Estado que é ao mesmo tempo moderno e autoritário. Procuramos Investigar o contexto do campo da arquitetura desse período, questionando a função social do arquiteto diante do repertório político do governo Vargas. Propor reflexões sobre os meios materiais da produção cultural que possibilitaram escolhas tão distintas na eleição dos elementos simbólicos do discurso político. Investimos sobre os traços das arquiteturas que ofereceram o léxico apropriado ao Estado, buscando determinar características e atributos próprios do discurso do poder simbólico. Observamos o campo da arquitetura diante de um conflito avaliado além da querela estilística, considerando a pluralidade político-ideológica do seu contexto, e examinamos o simbolismo contido no discurso político e substanciado nas arquiteturas dos monumentos do Estado.

 

Palavras-chave:Arquitetura do poder Arquitetura Moderna Classicismo na arquitetura Ministério da Educação e Saúde pública – Palácio Capanema Ministério da Fazenda – Palácio da Fazenda

 

AVALIAÇÃO DE IMÓVEIS DESTINADOS À UTILIDADE PÚBLICA: Conflitos na utilização do Instituto da Desapropriação nos Projetos Urbanos no Estado do Rio de Janeiro.

LORILI CHAVES DE ALMEIDA

 

Data da Defesa: 19/11/2014

 

 

Orientador: FERNANDA FURTADO DE OLIVEIRA E SILVA

 

 

Resumo:

Esta dissertação tem por objetivo trazer uma reflexão sobre o instituto da desapropriação e seus desdobramentos, tais como a absorção da valorização ocorrida a partir das obras que geram melhoramentos públicos. O trabalho destaca o uso do instituto da desapropriação no desenvolvimento de projetos urbanos elaborados para minimizar os problemas originados pelo crescimento das cidades e seus gargalos estruturais.  O estudo tem como eixo de análise a apropriação da mais-valia fundiária decorrente dessas obras, refletida nas avaliações indenizatórias dos imóveis e seus impactos perversos produzidos desde oanúncio de tais obras, a partir de seu orçamento inicial até o pagamento das indenizações. A dissertação toma como base o conceito da justa indenização na desapropriação, estabelecido pela Constituição Brasileira, analisando os divergentes olhares sobre este mandamento. São examinados seus impactos sobre o valor das terras indenizadas, e, nesse ponto, também, as medidas mitigadoras tomadas por outros países, assim como as previstas no Estatuto da Cidade mediante seus instrumentos. Busca-se compreender, através de fontes bibliográficas, a formação capitalista dos preços do solo e sua influência no cálculo do valor indenizatório dos imóveis expropriados, desde a fase administrativa até a finalização, com a definição do valor indenizatório sentenciado pelo juiz nas ações judiciais. O estudo da questão é realizado mediante a análise de algumas avaliações imobiliárias efetuadas para a indenização de imóveis situados no âmbito da obra do Arco Metropolitano no Estado do Rio de Janeiro, com a possibilidade de ser replicado para situações semelhantes. Desta forma, busca-se ampliar o debate relacionado às distorções vigentes à luz da legislação e da Norma utilizadas para fins expropriatórios, que, além de outros conflitos, costumam causar benefício aos proprietários de terrenos ocupados por terceiros ou subutilizados, em detrimento dos que possuem apenas a benfeitoria para moradia, sem o domínio da terra. O resultado da pesquisa visa contribuir para a compreensão do emprego do instituto da desapropriação, e para o avanço da discussão sobre a avaliação de bens imóveis, assim como ampliar o debate sobre as medidas mitigadoras dos conflitos gerados pelo uso da desapropriação.

 

Palavras-chave:desapropriação, projetos viários, valorização fundiária, avaliação de bens imóveis, estado do Rio de Janeiro

 

URBANIZAÇÃO DISPERSA: PROCESSO OCUPAÇÃO DE SAQUAREMA-RJ (1970-2010).

MONICA GRILLO DE ABREU

 

Data da Defesa:26/09/2014

 

 

Orientador: WERTHER HOLZER

 

 

Resumo:

O deslocamento humano e a consequente distribuição da população no

território, viabilizados pela acessibilidade e uma maior mobilidade, permite

transformações capazes de alterar a estrutura espacial, definindo uma

urbanização dispersa pela forma descontínua como se apresenta a ocupação ao

longo das principais vias de acesso entre cidades. Este deslocamento pode se

reproduzir na escala nacional, regional e municipal. As condições sociais,

econômicas e politicas, aliadas a uma maior acessibilidade, definem os

parâmetros destes movimentos que alteram, por sua vez, o comportamento

humano nas regiões metropolitanas, desencadeando novo modo de vida para

classes sociais específicas. Este trabalho visa caracterizar a urbanização dispersa

na área externa da franja urbana metropolitana do Rio de Janeiro especificamente

no município de Saquarema-RJ, ao longo de um período que vai de 1970 a 2010.

Mostrando através de dados estatísticos, dados coletados no local e análise de

imagem de satélite, o processo de ocupação da cidade de Saquarema e o seu

crescimento urbano ao longo do eixo rodoviário da RJ-106, com início na cidade

do Rio de Janeiro e em direção a cidade de Macaé-RJ, onde os vazios urbanos

passados e atuais estão dando lugar a novos núcleos urbanos, de forma que ao

longo da próxima década não mais haverá vazios, mas uma grande mancha

urbana

 

Palavras-chave: saquarema, urbanização dispersa, Rio de Janeiro

 

A Invisibilidade feminina no campo da arquitetura e urbanismo

PAULA DONEGA DE CASTRO

Data da Defesa: 25/08/2014

Orientadora: MARLICE NAZARETH SOARES DE AZEVEDO

 

Resumo:

A proposta primordial deste trabalho é analisar quantitativa e qualitativamente a inserção do gênero feminino nas diferentes instâncias do mercado de trabalho que tangenciam a Arquitetura e Urbanismo durante as últimas décadas. Os chamados “estudos de gênero” vêm crescendo e ganhando força e importância no Brasil, fazendo-se pertinente um estudo na área. A dissertação será estruturada em três partes: na primeira, será estabelecido o objeto de estudo, alguns conceitos pertinentes ao tema e a comparação de dados estatísticos nacionais e internacionais; na segunda, de maior caráter reflexivo e especulativo, estarão análises e conjecturas sobre o contexto e os processos sociais que contribuíram para estabelecer a situação em que nos encontramos hoje. Na terceira e última parte, serão apresentados alguns casos célebres de profissionais cujas trajetórias foram obscurecidas por conta de seu gênero, e outras de mulheres que superaram estes obstáculos e tornaram-se referência em sua especialidade. Com a conclusão deste trabalho, espera-se alcançar um maior entendimento sobre os processos de exclusão do feminino na profissão, provocando nos leitores uma reflexão sobre o sexismo impregnado na área de construção, e de que forma isto é limitante para todos os profissionais envolvidos, independentemente do gênero com que se identifiquem.

Palavras-chave: Exercício profissional. Mercado de trabalho. Arquitetura. Urbanismo. Mulher. Questões de gênero. Feminismo

 

Megaeventos Esportivos e Cidades: A construção da imagem urbana na “Nova Fórmula 1”

VITOR HUGO DOS SANTOS TEIXEIRA

 

Data da Defesa: 10/09/2014

 

 

Orientadora: FERNANDA ESTER SANCHEZ GARCIA

 

 

Resumo:

A Fórmula 1 é atualmente um evento global de grandeza e opulência indiscutíveis, facilmente associável ao conceito de Megaevento de Horne/Manzenreiter. como um evento esportivo de exibição mundial, passou a ser também disputada pelos governos locais de cidades que almejam o status internacional de cidades ditas globalizadas, integradas, conectadas e pós-modernas. Novas etapas têm sido incluídas no calendário ano após ano, ou em corridas extras ou em substituição às antigas. Grandes Prêmios (GPs) tradicionais como os de San Marino e França cederam espaço para Bahrein, China, Turquia, Singapura, Valência, Abu Dhabi, Coreia do Sul e Índia. O ano de 2012 teve o maior número de corridas da história do Campeonato Mundial: 20. Assim sendo, a presente pesquisa tem como objetivo compreender como a Fórmula 1 vem servindo ao empresariamento urbano, no modelo de gestão das cidades que tem como característica se utilizar de grandes eventos para se legitimar. Como a categoria mais avançada do esporte a motor, a Fórmula 1 mobiliza milhares de profissionais em diversos países, alcança milhões de espectadores em todo o mundo e demanda enormes investimentos financeiros. Essa categoria esportiva tornou-se um verdadeiro fenômeno global e representa um segmento importante para análise da influência no desenvolvimento de estratégias de promoção e venda de novas cidades na escala mundial, mediante, sobretudo, utilizando o mecanismo institucional do City Marketing. Procuraremos mostrar na dissertação como o empresariamento urbano encontrou na Fórmula 1 um microcosmo importante, num conjunto de relações políticas e econômicas com os governos locais de algumas cidades (principalmente as de economia emergente) no qual, inseparavelmente, são desenvolvidos, dentre outras estratégias e ações, diversos projetos arquitetônicos e urbanísticos na construção de imagens-síntese desse novo urbanismo vigente, também nos circuitos. Para isso, buscaremos perceber quais foram as principais motivações e estratégias adotadas por tais cidades em abrigar esse megaevento e, como vem sendo construída essa imagem das cidades-sede, bastante difundidas pela mídia-espetáculo.

 

Palavras-chave: megaeventos esportivos; empresariamento urbano; city marketing; mídia-espatáculo; cidades emergentes; imagem urbana.

 

 

 

Data da Defesa:

 

 

Orientador:

 

 

Resumo:

 

 

Palavras-chave:

 

 

 

 

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Orientadora:

 

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